Sobre o FIS

06/08/2013
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Missão | Promover a formação integrada para a sustentabilidade para alunos dos cursos de graduação da FGV-SP

Motivação | Um reconhecimento da interdependência entre o processo produtivo individual/coletivo e a sustentabilidade

Intenção | Criar condições para a promoção da mudança do paradigma da percepção e interpretação da realidade com subsequente reflexo na prática pessoal e profissional do aluno, visando à emergência do sujeito

Função | Cultivar a relação com parceiros, investigar os emergentes temáticos, e colaborar para que o processo chegue a bons termos

Escopo | Instigar mudanças de representações, atitudes e ações por meio da reflexão epistemológica, experiencial e simbólica, visando a busca de sentido na ação profissional


O que é o FIS?

Criado em 2010, o FORMAÇÃO INTEGRADA PARA A SUSTENTABILIDADE é uma disciplina eletiva da FGV-EAESP que visa promover uma estrutura e um processo co-formativo inovadores, que atendam às demandas de uma educação transformadora para a sustentabilidade e que, consequentemente, instiguem mudanças no paradigma da percepção de educantes e aprendentes.

O FIS exemplifica uma forma de fazer educação que leva em conta a emergência de um sujeito presente e ativo na sua relação consigo mesmo, com o outro e com a realidade que o circunda. É a partir dessa postura que o FIS se aproxima da realidade da nova geração de gestores, do conhecimento e da sustentabilidade.

Assim, esta disciplina contribui para a emergência de líderes com visão estratégica e sustentável, aptos a lidar com uma realidade complexa, com alta demanda por inovação - o verdadeiro desafio das empresas com visão de futuro.

Para isso, o FIS conta com uma estrutura fundamentada em encontro entre alunos, equipes e convidados, que ajudam a montar um panorama sobre questões-chave da sustentabilidade.

Esta disciplina foi concebida e é coordenada dentro da FGV-EAESP pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces).

Como

O FIS se apoia em uma metodologia de natureza transdisciplinar, que leva os alunos a obterem uma profunda compreensão dos desafios com os quais se deparam, além do envolvimento necessário para fazer emergir soluções integradas e inovadoras. Esse mergulho começa ainda no processo de seleção dos fisers (como são chamados os alunos do FIS), que além de apresentar a proposta do curso, também envolve os alunos em uma dinâmica que permite vislumbrar o processo co-formativo que será vivenciado.

Durante o semestre, os alunos estudam um projeto real de uma organização real, para o qual devem propor recomendações e/ou soluções. Este desafio compõe o que chamamos de Projeto Referência. Cada projeto desenvolvido pelos fisers determina o conteúdo, a teoria e a atitude prática que determina o escopo do curso. O conteúdo necessário emerge de sessões de diálogo, reflexões individuais e coletivas, filmes, mesas redondas com especialistas, visitas de campo e jogos. Este processo é conduzido por meio de coaching.

Como parte dessa metodologia, os alunos realizam uma viagem de campo, com duração média de oito dias, durante a qual fazem uma profunda imersão no contexto do Projeto Referência do semestre, a partir da Teoria U concebida por Otto Scharmer (MIT).

Ao final do período, os alunos apresentam suas conclusões, recomendações e/ou propostas para uma banca formada por stakeholders, especialistas e acadêmicos.

Contexto

O FIS nasce da percepção de organismos internacionais, empresas e sociedade civil da necessidade que a sustentabilidade seja incorporada ao modelo vigente de educação, com a consequente demanda da concepção de uma nova proposta educacional.

Para atender a essa demanda, as Nações Unidas desenvolveram o PRME - Principles for Responsible Management Education, uma iniciativa que pretende que as escolas de negócio do mundo inteiro gradualmente integrem em seus currículos, pesquisas, aulas, metodologias e estratégias institucionais os temas da responsabilidade social corporativa e sustentabilidade.

Seguindo sua tradição de pioneirosmo e excelência na educação, a Fundação Getulio vargas tornou-se signatária do PRME em 2009, e é no contexto dessa iniciativa que surgiu o FIS.

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